Especificação executável
Transforma um brief vago numa especificação que um agente de IA consegue executar sem inventar o que faltou.
Ver o método completo
Antes de pedir qualquer tela, fluxo ou feature pra um agente. Se o pedido cabe numa frase, ele ainda não é uma especificação.
Dê ao seu agente o brief bruto e peça que ele NÃO construa nada ainda. O trabalho aqui é outro: transformar intenção em especificação. Uma especificação executável tem cinco partes, nesta ordem: 1. Intenção: o problema do usuário em uma frase, com o resultado esperado. Não é a solução, é o porquê. 2. Contexto: quem usa, em que situação, com que restrição real (dispositivo, acessibilidade, idioma, estado de erro). 3. Decisões já tomadas: o que NÃO está em aberto (design system, tom de voz, padrões do produto). Tudo que você não fixar aqui o agente decide por você. 4. Critérios de aceite: como você vai verificar que ficou pronto. Cada critério precisa ser checável (um teste, um screenshot, um número), não uma opinião. 5. Fora de escopo: o que este pedido explicitamente não cobre. É a parte que mais evita retrabalho. Peça ao agente que devolva a especificação preenchida e aponte os buracos: toda pergunta que ele faria antes de construir. Responda os buracos, atualize a especificação e só então autorize a construção. Teste de qualidade: entregue a mesma especificação duas vezes, em conversas separadas. Se os dois resultados divergem no que importa, a especificação está subespecificada onde divergiu.
Uma especificação de cinco partes, com os buracos respondidos, pronta pra virar ordem de construção.